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Como otimizar a movimentação de cargas na intralogística

A movimentação de cargas na intralogística pode ser o maior gargalo — ou a maior oportunidade — da sua operação. Descubra como transformá-la em vantagem.

por Combilift | 10, jul, 2025

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Poucos gestores percebem que a movimentação de cargas na intralogística pode consumir até 60% do tempo total da operação. Embora essencial, essa atividade muitas vezes opera de forma invisível, impactando diretamente indicadores críticos como custo por pedido, lead time e SLA logístico.

Quando mal gerida, essa movimentação gera desperdícios operacionais, gargalos e custos ocultos, como o uso ineficiente da frota, rotas improdutivas e retrabalhos frequentes. Essas falhas silenciosas comprometem a eficiência logística e reduzem a competitividade da empresa.

Neste artigo, você vai entender como diagnosticar os principais gargalos e implementar soluções com base em tecnologias para armazéns, inteligência operacional e um redesign estratégico do layout e dos equipamentos logísticos.

Diagnóstico técnico: onde o desperdício se esconde

O primeiro passo para elevar a produtividade intralogística é identificar as fontes de desperdício na movimentação de cargas. Os cinco principais gargalos são:

  1. Percursos excessivos: deslocamentos longos entre zonas comprometem tempo e consomem energia.
  2. Baixo aproveitamento vertical: limita a densidade de armazenagem e aumenta as movimentações horizontais.
  3. Retornos vazios: trajetos sem carga aumentam a ociosidade dos equipamentos.
  4. Paradas por layout mal planejado: travamentos e interseções reduzem a fluidez operacional.
  5. Subutilização da capacidade dos equipamentos: máquinas superdimensionadas ou mal alocadas comprometem a eficiência.

Indicadores-chave para o diagnóstico:

  • Movimentações por hora por operador;
  • Acessibilidade dos SKUs críticos;
  • Relação entre ocupação do armazém e throughput;
  • Taxa de retrabalho por falhas de picking ligadas à movimentação.

Como o layout interfere diretamente na produtividade?

O layout é um dos fatores mais determinantes da eficiência logística. Um projeto mal estruturado gera trajetos desnecessários, aumenta o tempo de ciclo e limita o uso pleno da infraestrutura.

Layouts tradicionais, com corredores largos e fixação por zona, costumam desperdiçar espaço. Em contraste, layouts inteligentes adotam zonas dinâmicas, rotativas e adaptadas ao giro dos SKUs.

Exemplo prático de impacto no tempo de ciclo:

  • Corredores de 3,2 m para empilhadeiras convencionais e resultam em menor densidade de armazenagem.
  • Corredores de 1,6 m, com empilhadeiras articuladas, otimizam o espaço sem prejudicar o acesso.

Ao redesenhar o layout com foco em movimentação, é possível reduzir deslocamentos, eliminar cruzamentos e elevar a produtividade dos operadores.

Equipamentos logísticos como ferramenta estratégica

A seleção correta dos equipamentos logísticos é decisiva para a movimentação de cargas na intralogística. Não se trata apenas de capacidade de carga, mas da aderência ao fluxo operacional. Confira o comparativo:

  • Empilhadeiras convencionais: apropriadas para corredores largos e operações simples.
  • Retráteis: indicadas para armazenagem vertical, mas pouco versáteis.
  • Articuladas (como a Aisle Master): operam em corredores estreitos (1,6 m), atingem grandes alturas e eliminam a necessidade de modificações estruturais.

A flexibilidade operacional é um diferencial competitivo: máquinas que operam em ambientes internos e externos, com diversos tipos de carga (longas, paletizadas, pesadas), aumentam o rendimento da frota e reduzem o CAPEX.

Casos de aplicação e tendências globais

Empresas que aplicaram estratégias de movimentação inteligente alcançaram resultados concretos, como demonstram os seguintes cases reais da Combilift:

1. Buddemeyer (Brasil)

A tradicional indústria têxtil Buddemeyer buscava uma solução verdadeiramente transformadora para sua movimentação de cargas. Após avaliar diversas tecnologias — incluindo transelevadores, máquinas trilaterais, pantográficas e retráteis de dupla profundidade — a empresa optou pelas empilhadeiras Combilift.

A decisão foi baseada em um estudo técnico-econômico que levou em conta critérios como ocupação de espaço, capacidade de armazenagem, flexibilidade operacional, velocidade, confiabilidade e manutenção. A Combilift se destacou por:

  • Maximização da ocupação vertical, sem perdas de altura nos níveis superiores;
  • Alta flexibilidade, com máquinas capazes de operar dentro e fora do prédio, inclusive em rampas;
  • Manutenção simplificada, viável com equipe interna da empresa;
  • Alta disponibilidade e baixa taxa de falhas, com feedback positivo da equipe de manutenção;
  • Adaptação operacional extremamente rápida: em dois a três dias os operadores já estavam movimentando cargas a 13 metros de altura;
  • Redução significativa de avarias em mercadorias e estruturas Porta Paletes;
  • Ergonomia superior, promovendo bem-estar e produtividade dos operadores, graças à visibilidade ampla e ao conforto na cabine.

Segundo o coordenador de logística da Buddemeyer, a mudança também resultou em entregas mais rápidas aos clientes, perceptíveis na redução do lead time e na melhoria da experiência do cliente. O retorno qualitativo mais valorizado, porém, foi o ganho no bem-estar dos operadores, agora motivados por uma operação mais eficiente e menos estressante.

Confira o case completo:

2. Roxell (Bélgica)

Fabricante de equipamentos automatizados para nutrição animal, enfrentava desafios com armazenagem limitada e corredores excessivamente largos, que comprometiam a eficiência da operação. A solução veio com a adoção do modelo Aisle Master, resultando em:

  • 30% de aumento na capacidade de estocagem, com redução dos corredores de 3,5 m para 2,1 m;
  • Melhor aproveitamento vertical, com empilhadeiras operando em grandes alturas;
  • Fluxo logístico mais fluido, com menos movimentações e redução no tempo de ciclo.

Confira o case completo: https://combilift.com/shelf-optimising-magic-combilifts-aisle-master/

3. Espace Emeraude (França)

Rede de lojas especializada em jardinagem, construção e bricolagem, otimizou significativamente seu espaço de armazenagem em uma filial com layout restrito. Após a adoção das empilhadeiras Aisle Master, obteve:

  • Redução de 25% na área necessária para estocagem, possibilitando o uso do espaço para novos produtos;
  • Melhor circulação dos operadores, com menor número de manobras e tempo perdido;
  • Aumento da produtividade no picking, com redução de erros e deslocamentos.

Confira o case completo: https://combilift.com/case-study-optimizing-warehouse-space-improves-branchs-operations/

Além disso, empilhadeiras articuladas como a Aisle Master têm sido amplamente adotadas em projetos de retrofit logístico em países como Alemanha, Reino Unido e EUA. Isso tem permitido:

  • Operações em corredores de até 1,6 metros, sem comprometer a altura útil;
  • Modernização de estruturas existentes, sem necessidade de reconstruções;
  • Redução do footprint logístico, com ganho de densidade e eficiência.

Tendências Globais

Por fim, duas tendências estratégicas vêm se consolidando no cenário global da movimentação intralogística: a substituição de contratos por metragem quadrada por contratos por posição-palete e o crescimento acelerado dos projetos de retrofit logístico.

No primeiro caso, ao deixar de pagar por área e passar a pagar por capacidade efetiva de armazenagem (número de posições-palete), empresas se veem obrigadas a repensar seus layouts e a adotar soluções que maximizem o uso vertical e a densidade de armazenagem.

Essa prática, já comum em operações logísticas de alto desempenho na Europa, estimula o uso inteligente do espaço e pressiona os gestores a revisarem estratégias de movimentação com base em produtividade por metro cúbico, não mais por metro quadrado.

Paralelamente, o retrofit logístico — processo de modernização de armazéns existentes — vem ganhando destaque como alternativa eficiente ao alto custo de construção de novas instalações. Em vez de expandir a planta, empresas têm investido na reconfiguração de seus armazéns atuais, ajustando corredores, layout de picking e tipos de equipamentos utilizados.

Segundo o estudo “Automation in logistics: Big opportunity, bigger uncertaintyv” publicado pela McKinsey & Company (2023), mais de 50% das empresas norte-americanas com mais de 10 mil m² de área logística estão priorizando o retrofit como estratégia de ganho operacional.

As principais iniciativas observadas incluem:

  • Reconfiguração de layout para aumento da densidade de armazenagem;
  • Redução da largura dos corredores, com a adoção de empilhadeiras articuladas;
  • Automação do picking por meio de tecnologias embarcadas e sensores;
  • Atualização da frota, priorizando equipamentos com maior versatilidade e menor pegada energética.

Esses movimentos visam reduzir o custo por posição-palete, melhorar o aproveitamento cúbico do armazém e tornar a operação mais resiliente e escalável frente às demandas do e-commerce e da logística omnichannel.

Essas estratégias se complementam ao colocar a movimentação de cargas como eixo central de um armazém mais inteligente, produtivo e adaptado aos novos padrões logísticos globais.

Estratégias para implementar mudanças sem paralisar a operação

Transformar a movimentação de cargas requer um plano estruturado, que preserve a continuidade da operação. O caminho recomendado é:

  1. Zoneamento: definir novas áreas com base em criticidade e giro dos SKUs;
  2. Redefinição do layout: aplicar princípios de fluxo lean e eliminar gargalos;
  3. Substituição gradual de equipamentos: priorizar a substituição onde há maior impacto.

Inicie com uma área piloto, valide indicadores como tempo de ciclo, produtividade por equipamento e consumo energético. O uso de WMS integrado a sensores IoT oferece medições em tempo real das melhorias implementadas.

Conclusão

Ao reestruturar a movimentação de cargas na intralogística, sua empresa colhe resultados expressivos:

  • Redução de custos operacionais e energéticos;
  • Melhor aproveitamento do espaço e aumento da densidade logística;
  • Ganho de produtividade e segurança operacional;
  • Retorno sobre o investimento (ROI) com impacto direto no fluxo de caixa.

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